Empoderamento é ferramenta para inclusão feminina no ecossistema de inovação

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Lugar de mulher é na inovação, este foi o recado dado no debate Girl Power, realizado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) e o Parque Tecnológico de Brasília (Biotic). O debate aconteceu durante a terceira edição da Campus Party Brasília, que ocorre no estádio Mané Garrincha. Com ampla participação do público, a discussão foi capitaneada por um time de nove mulheres responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas para inovação no país.

Elas comprovaram, com a exposição de uma série de dados, como a mulher ainda tem pouco espaço no ambiente de inovação e em cargos de liderança. Um levantamento da Associação Brasileira de Startups (ABstartup) apontou que das 12 mil empresas de base tecnológica inscritas na instituição, apenas 12% são lideradas por mulheres. Quando analisado o setor produtivo como um todo, de cada 100 empresas apenas 29 têm mulheres em cargos de chefia no Brasil. 

A gerente de Inovação da ABDI, Elisa Carlos, destacou que a baixa participação feminina ajuda a perpetuar a supremacia masculina em postos de liderança. “As barreiras são uma questão cultural, as regras são feitas por homens brancos para homens brancos, e ponto. É muito importante que as mulheres sejam representadas, para que as oprimidas consigam se enxergar e vejam que elas podem chegar ali”. 

Lanna Dioum, também da ABDI, chancelou a opinião. “A ideia é que quem não aparece é menos importante. Quando falamos na ausência de representatividade, isso significa que este grupo acaba sendo visto como menos importante”. A especialista em inovação lembrou que isso acontece em outros campos. “No cinema americano, os homens têm mais de 70% dos papéis principais. Ou seja, se o outro (mulher) é menor porque aparece menos, eu posso oprimir, posso humilhar. Essa questão da representatividade é muito importante”. 

Ao final da apresentação dos dados foi organizada uma dinâmica com os participantes. Cinco mulheres da plateia subiram ao palco para responder “por que vocês acham que têm poucas mulheres na política?”. Respostas foram listadas e colocadas para votação do público por meio de um QR Code. 
A discussão sobre a “participação da mulher na política” vai ser aprofundada no terceiro Fórum de Inovação, que será promovido pela ABDI ainda neste ano. “Esse debate será parte do acúmulo que vamos levar para a próxima discussão”, explicou Elisa. “Se as mulheres não participarem, os espaços são ocupados pelos homens, porque assim é a vida”, encerrou.  

Fonte: ABDI 
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