Tecnologia da UEL que detecta fraude em leites começa a ser comercializada

0

A primeira Transferência de Tecnologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para o setor produtivo foi oficializada no dia 13 de junho. A assinatura do termo marcou o início da comercialização de um teste químico que promete identificar a presença de formol em todo o leite cru que chega às indústrias com mais rapidez e eficiência.

A tecnologia foi criada graças à união da UEL, na figura do Laboratório de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Lipoa), com a empresa Londrilab. Essa união só foi possível graças à intermediação feita pela Agência de Inovação Tecnológica da Universidade (Aintec), que atuou para a formalização do processo por meio de uma cooperação tecnológica, conforme prevê a Lei de Inovação.

Identificar a presença de formol no leite é fundamental para evitar danos à saúde de quem consome o produto. Isso porque a adulteração do leite ainda é muito recorrente, principalmente para disfarçar leite estragado ou de má qualidade e até mesmo para aumentar a quantidade do produto para que sua produção seja mais barata.

A reitora da UEL, Berenice Jordão, parabenizou a agência pelo trabalho de intermediação, que acelerou esse processo de transferência de tecnologia. "A Universidade só tem a ganhar com essa conquista já que a instituição se aproxima das demandas da sociedade, que também se beneficia com a melhoria nas condições de vida. Melhorias essas que são proporcionadas pelo conhecimento, pesquisa e tecnologia criados no meio acadêmico", comemora.

A professora Vanerli Beloti, coordenadora do Lipoa explicou que a criação dessa tecnologia teve como pontapé inicial a demanda de técnicos envolvidos em processos de detecção de fraude no leite. "Eles precisavam de uma maneira mais rápida e simples de se fazer o processo, já que os métodos tradicionais demoram mais de uma hora e meia", explica.

Essa rapidez com que o teste é feito permite que ele seja realizado no momento em que o leite chega às indústrias, impedindo que qualquer porção do líquido seja aprovada sem essa validação.

Vanerli também destacou o papel da Aintec no processo: "o caminho para depositar uma patente e para transferir a tecnologia de uma universidade para o mercado é difícil para quem não tem o conhecimento necessário. E a agência é fundamental para ajudar a comunidade nesse sentido", afirma.

O sócio da Londrilab, José Antonio Menotti, garantiu que a parceria com uma universidade séria e competente, como é a UEL, agrega qualidade e valor aos produtos que serão ofertados ao setor produtivo.

Empresários que queiram fazer uma parceria com a Universidade através da Aintec, pode entrar em contato com o nosso Escritório de Transferência de Tecnologia. A UEL, como geradora de conhecimento, pode ajudar a desenvolver produtos, processos e serviços inovadores, com alto potencial tecnológico. Nosso telefone é o 3371-5813 e o nosso e-mail é o aintecsec@uel.br. 

Compartilhe.

Deixe Uma Resposta