Programa de aceleração seleciona startups lideradas por mulheres

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A W55, o primeiro ecossistema gratuito voltado a capacitar, acelerar e financiar empresas fundadas e lideradas por mulheres no Brasil, abriu dia 22 de março, as inscrições para o seu primeiro programa de aceleração de startups. O programa selecionará seis startups e oferecerá durante seis meses acesso facilitado a capital, cursos de capacitação e networking com investidores. A iniciativa pioneira surgiu de uma parceria entre Fernanda de Lima, CEO da Gradual Investimentos, e Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME). As candidaturas poderão ser submetidas até o dia 22 de abril pelo formulário disponível no site.

O programa conta também com metodologia desenvolvida pela ACE Startups, empresa de investimento de startups que já acelerou 170 empresas e foi escolhida três vezes como a melhor aceleradora da América Latina pelo LatAm Founders.

Segundo Célia Kano, Head de Aceleração da W55, a expectativa da W55 é incentivar o empreendedorismo entre as mulheres de diferentes idades, classes sociais, etnias, orientação sexual e regiões do País. “Estaremos atentas ao perfil da nova geração de empreendedoras brasileiras”, explica Célia. Para se inscrever, a candidata deve de fato liderar o negócio, com dedicação full time e ocupar papel estratégico de tomada de decisão na startup.

Após selecionadas, as startups serão acompanhadas individualmente pela W55 até novembro. O ecossistema oferecerá mentorias individuais e coletivas com especialistas de mercado para tratar de temas relacionados ao modelo de negócio da startup e abordar os desafios pessoais de cada empreendedora. As mentorias serão dadas por parceiros da rede da W55 e o time de mentores da ACE Startups, que ficará responsável pela metodologia do programa. As mulheres terão, ainda, acesso a espaços de coworking em São Paulo, além de mentoria jurídica.

A intenção é que, ao final do processo de aceleração, as startups já possuam um modelo de negócios com potencial de mercado e projeções de crescimento. Uma vez estruturadas, as empresas poderão receber aportes financeiros da própria W55 ou atrair a atenção de investidores externos. Segundo a Head de Investimentos Itali Collini, o acesso de investidores será democrático. O ecossistema terá uma plataforma de equity crowdfunding – modalidade que possibilita que investidores com tíquetes menores possam participar da rodada de investimento, a partir de R$ 500. As empresas também estarão abertas a investimento-anjo, efetuado por pessoas físicas com capital próprio, e aportes do micro Venture Capital da W55. “A ideia é fazer da W55 uma grande vitrine para essas empresas”, enfatiza Itali.

 

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Fonte: Startupi

 

 

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