Produto inovador na área de alimentos garante a segunda patente da UEL

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O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu, no mês de agosto, a segunda patente à Universidade Estadual de Londrina (UEL). A invenção patenteada foi um novo produto desidratado a base de subprodutos da agroindústria (soro de leite e bagaço de laranja). Toda a ação junto ao INPI foi realizada por meio da Agência de Inovação Tecnológica da UEL (Aintec).

“A ideia da invenção surgiu após visita a uma indústria de processamento de sucos da região, quando constatamos que havia um grande volume de bagaço de laranja sendo subaproveitado”, explica a professora Sandra Garcia, do departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UEL, que inventou o produto com o estudante de mestrado Eduardo Vinicius Baptista.

O projeto de desenvolvimento do produto final adicionou a esse bagaço de laranja o soro de queijo e a fermentação com cultura de microrganismos potencialmente probióticos.

“Essa combinação gera um simbiótico com alto percentual de pectina cítrica, uma fibra solúvel que traz benefícios ao trato intestinal. Os microrganismos derivados do kefir também são benéficos nesse sentido”, esclarece a professora. A presença do bagaço da laranja ainda garante a cor e o sabor da fruta nesse produto, tornando-o mais agradável.

Além dos benefícios à saúde de quem o consome, o simbiótico promove o reaproveitamento de produtos que são desperdiçados nas indústrias. “O Brasil tem muita matéria-prima que acaba sendo mal aproveitada quando poderia gerar renda e minimizar problemas de ordem ambiental”, esclarece a professora. Dessa maneira, o produto criado pela UEL agrega valor a esses co-produtos que são subaproveitados, tornando-os saudáveis e sensorialmente agradáveis sem que sejam descartados no ambiente.

Para a professora Sandra, o apoio da Aintec no processo de patente desse produto foi importante principalmente por “dar motivação e orientação sobre os passos para a obtenção da patente”. Agora que a patente foi concedida, a expectativa é de que haja uma parceria com o setor produtivo para que esse produto simbiótico entre no mercado e seja utilizado por consumidores ou como aditivo em indústrias de alimentos.

Mariana Paschoal – assessoria de imprensa

 

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