Presidente da Anprotec aborda investimento de R$ 40 milhões do BNDES no Primatec

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A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) autorizou, em novembro, operação para investimento de R$ 40 milhões em fundo para incubadoras e parques tecnológicos. Na ocasião, ficou estabelecido que o dinheiro seria aplicado em cotas do Fundo de Investimento em Participações Inova Empresa MPE Capital Semente – Primatec. Hoje, passados aproximadamente dois meses da aprovação, o presidente da Anprotec, José Alberto Sampaio Aranha, avalia os impactos da iniciativa no ecossistema de inovação brasileiro.

“O fundo é de R$ 100 milhões e está investindo em 19 ou 20 empreendimentos no Brasil. Se der certo, podem existir novos fundos e a possibilidade de mostrar que o resultado de investimentos de empresas dentro de incubadoras e parques tecnológicos é melhor do que os feitos fora”, enfatiza.

Criado a partir do programa Inova Empresa, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Primatec é o primeiro fundo nacional destinado ao segmento de incubadoras e de parques tecnológicos. Os alvos são os setores de tecnologia da informação e comunicação, energia, sustentabilidade e economia criativa.

“Sempre acreditamos que as incubadoras e os parques tecnológicos tinham que receber o retorno pelo seu trabalho, e o BNDES achou que a proposta de ter um fundo com participação de incubadoras e parques era uma coisa nova, aí então o Primatec foi selecionado para isso”, relata Aranha.

A seleção dos empreendimentos é realizada através dos parques e incubadoras, que conforme pontua Aranha, formam o nó da rede Primatec. “Existe um processo para que as incubadoras e parques tecnológicos sejam selecionados e recebam o investimento, que, no fim, trará um determinado resultado, que será um lucro, e uma parte desse lucro voltará proporcionalmente para as incubadoras e parques que geraram os empreendimentos”, esclarece.

O BNDES destacou que a criação de incubadoras é incentivada por governos de todo o mundo, entre eles Israel e China, porque elas são agentes catalisadores do desenvolvimento tecnológico.

Fonte: Anprotec

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