Empreendedorismo feminino se destaca na Intuel com 33% de sócias nas startups incubadas

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Maria Caroline Monteiro – assessoria de imprensa

Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), das 10.228 empresas cadastradas, apenas 14,52% tem participação feminina. Apesar desse cenário, o levantamento mundial Global Entrepreneurship Monitor de 2017 aponta que as mulheres estão a frente dos homens quando se trata de começar novos empreendimentos.  Na Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da UEL, essa realidade vem se mostrando com o crescimento de mulheres nas startups incubadas, que hoje somam 33%, contando apenas os sócios das empresas. 

No ano passado, a Intuel tinha nove mulheres como sócias, esse ano o número subiu para quinze. Uma delas é Analita Souto, diretora de uma startup incubada em 2018, que desenvolveu de forma tecnológica um novo jeito de fazer contabilidade. 

Analita vive na esfera de inovar e empreender desde 2011 quando abriu sozinha seu primeiro escritório. “É muito importante que toda empresa tenha mulheres e as empresas que tem a possibilidade de ter CEOs como mulheres tem uma gestão de equipe melhor, uma visão com o cliente melhor”, afirma. 

Confronto de estereótipos 

Com um longo currículo nesse meio, seu negócio já consolidado no mercado e trazendo retorno financeiro e pessoal Analita destaca: “eu tenho apoiado muito o empreendedorismo feminino porque eu sei a quantidade de paradigmas que existe nesse universo. Talvez não tenha tantas mulheres assim justamente porque existe uma questão cultural. As pessoas acham que por que é mulher, não vai dar conta de fazer”.

Mesmo que a cultura induza que as mulheres sejam pertencentes somente do ramo da beleza ou doméstico, engana-se quem imagina que elas só empreendem nessas áreas. Segundo o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ), 33% das mulheres brasileiras preferem investir no comércio varejista, 20% investem em alimentação e 12% apostam na indústria de transformação. 

Gabriela Vieira Silva é bióloga e engenheira agrônoma. Em 2017 incubou sua empresa na Intuel com o propósito de desenvolver um sistema de controle biológico de pragas. Mesmo nessa área há tanto tempo, Gabriela afirma que o agronegócio é um meio dominado por homens e que ser empreendedora exige muita dedicação. 

“Essa pressão de que mulher tem que ser mãe, que mulher cuida da casa, faz com que muitas desistam de seus objetivos profissionais, e principalmente empresariais, para realmente seguir a vontade da sociedade”, destaca. A bióloga enfatiza que a mulher pode estar literalmente onde quiser e que a Intuel fez com que ela se sentisse ainda mais incentivada no desenvolvimento do seu negócio. 

“Uma dá apoio para outra em tudo”

Alessandra de Oliveira, Daniele Carla Messias, e Soraia Ribeiro, tiveram suas vidas entrelaçadas pelo empreendedorismo. A partir de um trabalho que realizaram juntas, surgiu a ideia de desenvolver uma empresa e, deu tão certo, que evoluíram para uma segunda empresa incubada em 2019 na Intuel. 

Soraia explica que durante todo o tempo de trabalho com suas sócias, tudo fluiu muito bem, isso por que segundo ela cada uma tem um perfil muito diferente, mas que completam uma a outra. O fato de cuidarem de suas famílias, casas e filhos também serve como apoio, já que as três enfrentam rotinas parecidas. 

Mesmo com rotinas duplas ou triplas, os dados da pesquisa Mulher Empreendedora realizada pela Robert Half em 2016 apontou que 65% das mulheres acreditam que é possível equilibrar a vida profissional com a pessoal. Soraia que por muito tempo enfrenta essas jornadas conta que a vida pessoal da mulher auxilia em como ela age profissionalmente como empreendedora 

“A mulher é basicamente uma empreendedora em tudo que faz em casa, no trabalho, na família, a gente é muito dinâmica de pensar saídas e formas mais inovadoras”, ressaltou. 

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