Londrina é a primeira cidade a ter Hub de inteligência artificial

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Londrina passa a ser nesta segunda-feira (30) a primeira cidade a contar com o Hub de Inteligência Artificial (IA) por meio da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e do Senai Nacional, com apoio da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná). O objetivo é promover a adoção e disseminação de tecnologias baseadas em big data, machine learning (aprendizado da máquina, em inglês) e computação em nuvem, com foco no aumento da competitividade das empresas.

A escolha da cidade se deve ao reconhecimento pela organização do ecossistema de inovação local. Foram levados em consideração o grande número de empresas de TI (tecnologia da informação) e startups ligadas à indústria 4.0, além do fato de o município ser um importante polo universitário, com mais de 40 mil alunos e pesquisadores em áreas conectadas ao tema inteligência artificial.

A solenidade contou com a presença do presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, do vice-presidente da Fiep Osmar Alves e do prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, o diretor-geral do Senai nacional, Rafael Lucchesi; o superintendente do Sesi, Senai e IEL do Paraná, José Antonio Fares, além de deputados, vereadores e lideranças do setor produtivo. Andrade ressaltou a importância da instalação do hub para o desenvolvimento da cidade. “A CNI já investiu R$ 3 bilhões em institutos de inovação pelo Brasil e foram R$ 10 milhões neste de Londrina, o que parece pouco, mas vai fazer com que as indústrias que aqui estão possam contar com um parceiro para ganhar competitividade e qualidade”, disse o presidente da CNI.

Também como se fosse uma escola do Senai, o hub vai preparar profissionais para trabalhar na indústria do futuro. Andrade afirmou que a unidade servirá para formar pessoas para todo o Páis, o que torna Londrina mais atrativa para investimentos privados. “Estamos satisfeitos, de em um prazo relativamente curto, de dois anos, entregar para Londrina e Paraná um centro de inteligência de tão grande importância”, citou.

Belinati afirmou que a cidade vai se consolidar como polo de referência tecnológica. “As empresas que precisarem dessas soluções, quando procurarem o Senai, serão direcionadas para Londrina, e essa solução será construída aqui, dentro desse arranjo produtivo local, com as universidades, as empresas de tecnologia”, disse. “Isso vai gerar emprego, renda e movimentar a economia”, completou o prefeito.

Como funcionará

A iniciativa servirá para gerenciar demandas da indústria, por meio de uma rede de parceiros nacionais e internacionais. No Brasil, a rede inclui os institutos Senai de Tecnologia e Inovação, grandes empresas de tecnologia como IBM, Google e Microsoft, indústrias instaladas no Brasil que buscam adotas tecnologias de IA e entidades de apoio ao desenvolvimento de empresas pelo Sistema S. No exterior, serão parceiros o MIT Computer Science and Artificial Intelligence Engineering (Alemanha) e o Vector Intitute (Canadá), além de investidores anjo e demais agentes de capital de risco.

A atuação será em três pilares, um dos quais para o desenvolvimento de um assistente virtual, produto destinado principalmente às empresas de pequeno porte do setor. O segundo será o Programa de Inovação Corporativa em Inteligência Artificial, no qual o Sistema Fiep oferecerá por seis meses o desenvolvimento de relações e gestão de projetos junto a startups, a empresa de médio e grande porte.

A capacitação de profissionais será o outro elemento importante, com cursos, especializações e experimentações práticas do resultado possível para os negócios. O Sistema Fiep lançou o Programa de Residência em IA, para aplicação das tecnologias em casos reais em empresas parceiras. Os residentes passarão por uma imersão de 12 meses para praticar técnicas de ciência de dados, machine learning, visão computacional, computação de alto desempenho entre outras tecnologias de IA.

O diretor-geral do Senai nacional, Rafael Lucchesi, afirma que a cidade já tem mais de 2,5 mil empresas de TI, grandes empresas globais do setor e o órgão apenas reconhece essa competência. “Vamos ter aqui parcerias com empresas, MBAs, cursos de pós-graduação e todo um sistema de residência de empresas, que vão configurar o desenvolvimento de suas tecnologias, envolvendo startups, cooperação e formação de capital humano.”

Próximo passo é ter unidade da Embrapii

Lideranças políticas e do setor produtivo articulam para a instalação de uma unidade Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) em Londrina, que será dentro do Hub de Inteligência Artificial (IA) do Senai, inaugurado na segunda-feira (30). Se o projeto for aprovado pelo Conselho Administrativo da entidade, será a primeira especializada nesse tipo de IA no Brasil.

A Embrapii tem 42 unidades de diversas áreas espalhadas pelo País e apenas uma no Paraná, em Curitiba. A unidade contribuirá no desenvolvimento de projetos e será financiada com um terço dos projetos com recursos provenientes do Senai, Fundação Araucária e de uma emenda parlamentar garantida pela deputada federal Luísa Canziani. O valor a ser aportado pelos três agentes totalizará R$ 4 milhões.

“Será um acréscimo significativo para a proposta de valor do hub. A condição de unidade da Embrapii é o segundo divisor de águas na história do projeto e permitir que desenvolvamos tecnologia”, diz o gerente do Hub de IA do Senai, Felipe Couto.

Para o diretor da Embrapii, José Gordon, a expectativa é que a unidade seja anunciada no início de 2020. O presidente da Embrapii, Jorge Guimarães, declarou que a região está preparada para receber a unidade e que a Inteligência Artificial é um tipo de tecnologia que atrai muitos jovens e startups.

Fonte: Mia Francine Chiba/ Folha de Londrina

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